Sucessão
Seguro de vida entra em inventário? O que diz a lei
Enquanto o inventário pode levar meses, o capital do seguro de vida segue outro caminho. Entenda por que isso muda tudo para a família.
Rafael Thesing··2 min de leitura
Quando alguém falece, os bens deixados — imóveis, investimentos, participações em empresas — passam por um processo chamado inventário. Só ao final dele os herdeiros recebem, formalmente, o que lhes cabe. Até lá, boa parte do patrimônio fica indisponível.
O seguro de vida funciona de outra forma. O artigo 794 do Código Civil estabelece que, no seguro de vida para o caso de morte, o capital estipulado não está sujeito às dívidas do segurado nem se considera herança.
Na prática: o capital segurado não entra no inventário e é pago diretamente aos beneficiários indicados na apólice.
Por que isso importa
A família precisa de dinheiro exatamente no momento em que o patrimônio está travado. Há despesas do dia a dia, compromissos financeiros e, muitas vezes, o próprio custo do inventário, que precisa ser pago para que os bens sejam liberados.
Por isso o seguro de vida é, antes de tudo, uma ferramenta de liquidez. Ele garante que quem fica tenha recursos disponíveis enquanto o restante do patrimônio segue o seu trâmite.
Um cuidado essencial
Manter os beneficiários atualizados é tão importante quanto contratar a apólice. Casamentos, divórcios e nascimentos mudam quem depende de você — e a apólice precisa acompanhar essas mudanças.
Conteúdo educativo, sem caráter de recomendação individual. Dados e regras citados podem mudar; consulte um profissional antes de tomar decisões.
